O Festival de Cinema e Ambiente da Cidade de Goiás nasceu de um movimento da própria comunidade desta cidade, que é patrimônio cultural da humanidade, para assegurar a continuidade e preservar o legado do FICA – o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, que acontece desde 1999.

Num momento novo, diante da dificuldade do poder público em continuar promovendo esse evento pioneiro e de enorme importância para a cidade, o estado e o país, a Cidade de Goiás assumiu o protagonismo e chamou para si a responsabilidade de repensar e dar continuidade ao movimento fundamental trazido pelo FICA de reflexão sobre a relação entre cinema e meio ambiente.

O Festival é, nesse sentido, um novo evento, que não substitui o FICA, mas que propõe repensar seu propósito e requalificá-lo na perspectiva das transformações ocorridas nesses 20 anos no mundo e à luz do grave momento que vivem as políticas culturais e ambientais no Brasil. O fato de que a própria comunidade tenha assumido essa responsabilidade é motivo de esperança e já aponta um caminho. É fundamental criticar os governos, sobretudo aqueles com pendor autoritário, mas as mudanças só ocorrem quando a sociedade se empodera e efetivamente as constrói.

A realização do Festival de Cinema e Ambiente da Cidade de Goiás é um marco para os movimentos de cultura e meio ambiente em Goiás e no Brasil. Ela transforma um evento promovido até então pelo governo em um movimento da sociedade em prol do cinema, da cultura e do meio ambiente realizado pela comunidade vilaboense.

Na perspectiva de repensar e requalificar a discussão promovida pelo FICA ao longo desses 20 anos, o novo Festival propõe, entre outros temas, lançar luz sobre o papel da tecnologia, tanto na solução dos problemas ambientais, quanto na transformação no campo da arte e especialmente do cinema.

As mostras de cinema seguem orientadas pela busca de filmes que, em sua linguagem, questionam e problematizam a relação entre ser humano e meio ambiente. Não basta militar em defesa da natureza, é preciso testar os limites e possibilidades do cinema para falar desse assunto, inclusive para colocar em xeque pressupostos do ambientalismo, se for o caso.

O Festival de Cinema e Ambiente da Cidade de Goiás homenageia nesta edição de lançamento o cinema feito no estado de Goiás e dois importantes nomes que tiveram participação fundamental na concepção e concretização do FICA e que são inspiração para a continuidade de seu legado: os jornalistas Jaime Sautchuk e Washington Novaes.

Ambos são vozes que se ergueram para denunciar a atitude suicida humana em relação ao meio ambiente muito antes do assunto entrar de fato na  pauta política. Que seu pioneirismo e coragem inspirem o Festival e tragam alguma lucidez ao Brasil nesse momento grave de desmonte das políticas ambientais e culturais e onde os avanços logrados nas últimas décadas se encontram seriamente ameaçados.

Que a Amazônia, o Cerrado e o Cinema possam se reerguer das cinzas quando esse incêndio se apagar!

 

A organização.

“Pepalantus, pali palã na lingua Iny Karajá, é uma planta símbolo do cerrado, nosso ambiente regional. Pali palã subindo pro céu, virando estrela, é um passar da natureza para a poesia, para a ficção…tem um tempo, é imagem narrativa e por isso pode ser alusiva de cinema.”  Ciça Fittipaldi

O Festival de Cinema e Ambiente da Cidade de Goiás é um marco histórico em defesa do cinema, da cultura e do meio ambiente em Goiás. Colabore! Faça a sua doação. O recurso doado será usado na produção do evento e a prestação de contas estará disponível em nosso site.

Clique aqui e colabore com o festival!
www.catarse.me/festival_cinema_ambiente_goias